a tarde cai em botafogo
do meu aposento fico estático
a velar o barquinho bossa nova
é tanta coisa que cai
caem sonhos e nem sempre ficam
caem lágrimas e nem sempre rolam
há tanta coisa que cai meu deus
na tarde estática de botafogo
os bondinhos num vai-e-vem carregando alguns amores
os mesmos bondes que carregam seus senhores
suas avarezas suas tristezas suas dores
nem mais uma visão
é noite
foi-se o barquinho bossa nova
e eu aqui estático no meu aposento
sob o anoitecer que cai em botafogo
menor até mesmo na poesia
21 de jul. de 2010
Tarde em Botafogo
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