na rua das flores
os ratos roem
o perfume das dores
o verdume das cores
as dores são perfumadas
as flores amareladas
há rato
há pato
há mato
há gato
e não há quem tente
e não há quem aguente
o verdume das cores
o perfume das dores
os ratos roedores
da rua das flores
menor até mesmo na poesia
29 de jul. de 2010
Rua Das Flores
21 de jul. de 2010
Tarde em Botafogo
a tarde cai em botafogo
do meu aposento fico estático
a velar o barquinho bossa nova
é tanta coisa que cai
caem sonhos e nem sempre ficam
caem lágrimas e nem sempre rolam
há tanta coisa que cai meu deus
na tarde estática de botafogo
os bondinhos num vai-e-vem carregando alguns amores
os mesmos bondes que carregam seus senhores
suas avarezas suas tristezas suas dores
nem mais uma visão
é noite
foi-se o barquinho bossa nova
e eu aqui estático no meu aposento
sob o anoitecer que cai em botafogo
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